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RETENÇÃO - Como utilizar o tempo limitado e obter ganho na força, capacidade aeróbia e flexibilidade sem perder o cliente

Um dos maiores desafios da industria do fitness é vencer a batalha da retenção.

Dados da FIA (Fitness Industry Association – Inglaterra) apontam para taxas de retenção anual que variam de 39,5 % para os piores e 89,5% para os melhores desempenhos, com a média ficando em 58,5%. No artigo intitulado o "Perfil do Sucesso" para as melhores academias de 2002, a CBI (Club Business International), revista oficial da IHRSA (International Health, Racquet & Sportsclub Association), de fevereiro de 2004, relata impressionantes taxas de retenção de 65,4% para as academias que apresentaram os melhores resultados financeiros em 2002. Infelizmente ainda não temos estes números levantados no Brasil, entretanto as academias operadas pelo nosso grupo, apontam taxas médias anuais inferiores às relatadas pela IHRSA e FIA, tornando o nosso desafio ainda maior.

Diversos são os fatores apontados como responsáveis para interrupção na prática de exercícios. Entre eles, destaca-se como principal fator a falta de tempo motivada pelo excesso de atribuições pessoais, profissionais e acadêmicas (estudo). Muitos alunos, por desconhecimento e falta de orientação, interrompem suas atividades físicas e deixam as academias por acharem que o número de sessões semanais e o total de tempo diário dedicado para prática de exercícios é insuficiente para o alcance dos objetivos por eles desejados.

Felizmente, as pesquisas mais recentes demonstram que programas de treinamento com curto tempo de duração, praticados três vezes por semana com 1 hora de duração, podem ser efetivos na melhora da qualidade de vida, nos componentes da aptidão física (capacidade aeróbia, força, flexibilidade e composição corporal) e na prevenção das doenças cardiovasculares, metabólicas e do sistema ósteo-músculo-articular.

A palestra que ministrarei no Congresso da ACAD terá como principal objetivo fornecer informações atualizadas, baseadas nas últimas evidências científicas, quanto à dosagem mínima de exercícios necessária na elaboração de programas voltados para a melhora da aptidão física e saúde. Serão abordados o número de sessões semanais, tempo de duração e intensidade recomendados para o aprimoramento da força, capacidade aeróbia, fexibilidade e redução da gordura corporal. Algumas estratégias de atendimento utilizadas para o controle do treinamento dos nossos alunos objetivando aumentar a motivação, os resultados e a taxa de retenção também serão abordadas.

 

Autor: André Leta*

Publicada em: 5/10/2004

*Professor,MS -Academia Leblon,Academia ProForma;Membro do Grupo de Pesquisas em Força da Universidade Gama Filho

 

 

 

 
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