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Perspectivas para 2006. (Por Ricardo Abreu - Presidente da ACAD)

Vemos ultimamente o mercado do fitness aparecer na imprensa como um setor em franco desenvolvimento, girando milhões de reais, em que todos estão plenamente satisfeitos com a lucratividade de seu negócio e que ainda oferece muito espaço para a entrada de novos empresários. Será que isso é verdade? Ou foi verdade há alguns anos?

Normalmente, as pessoas que são entrevistadas pela imprensa não gostam de falar das dificuldades, o que é natural tendo em vista que uma matéria negativa poderia refletir na sua empresa. Ou seja, as pessoas somente abordam aspectos positivos quando a matéria será veiculada na mídia.

Essa postura adotada pela grande massa de formadores de opinião do mercado gerou um crescimento elevado do segmento nos últimos cinco anos, com a abertura de muitas academias, com registros, inclusive, de dados de crescimento do setor de 10% ao ano. Veja quantas academias havia no seu bairro e quantas existem hoje.

Assim, vivenciamos uma abertura desenfreada de academias, algumas sem o mínimo planejamento estratégico ou plano de negócios para que de acordo com o mercado local - o que vem trazendo dificuldades para o setor. A missão da ACAD é levar para a sociedade a realidade que o setor enfrenta, sem a preocupação de divulgar somente noticias boas – numa
falsa visão da realidade, o que acaba gerando o ingresso de novos empresários na ilusão da informação que lhe foi passada.

A verdade é que o mercado do fitness nunca esteve tão concorrido e com tantas dificuldades. Não adianta o discurso ufanista de que vai melhorar se o futuro não é promissor diante da realidade dura do presente. A alta carga de impostos, o custo da mão-deobra dos prestadores de serviços, os problemas trabalhistas, as despesas com os serviços públicos - luz, água, telefone -, o pagamento de direitos autorais - Ecad - e o custo da renovação dos aparelhos são itens que devem ser considerados quando da abertura de uma academia. Diante desse quadro, temos de traçar uma série de medidas para viabilizar a existência das atuais empresas e tornálas lucrativas, além de permitir um crescimento sustentável do mercado.

Não podemos incentivar a abertura de novas academias por empresários despreparados, pois quando uma academia está com dificuldades ela reduz dos serviços, deixa dívidas na praça e prejudica todo o mercado.
Assim, enumeramos alguns itens que consideramos importantes para que as perspectivas para 2006 e dos anos vindouros sejam promissoras para as academias:

- parar com a divulgação de que o mercado do fitness é altamente lucrativo;

- ajudar as academias na profissionalização da gestão empresarial;

- criar estratégias de marketing para atrair mais clientes, pois somente 1,7% da população brasileira freqüenta as academias;

- buscar, jurídica e politicamente, a inclusão das academias no Simples e a redução da alíquota do lucro presumido;

- impedir a concorrência desleal entre as academias e o Sistema SESC/SESI;

- negociar descontos coletivos para as academias, através de parcerias.


Se você concorda com esse ponto de vista, faça sua parte. Associe-se à ACAD, visite o site www.acadbrasil.com.br, veja
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